sábado, 25 de dezembro de 2010

Uma Noite

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Estava ansioso, nervoso e acima de tudo com muita pressa, faltavam poucos minutos para a viagem e não conseguia achá-la. Eu lembro onde a deixei exatamente, mas não estava mais lá. Onde será que ela está? Preciso entregar ela para a Mãe.

Procurei em todos os lugares, perguntei a todos, mas ninguém sabia seu paradeiro. Como fui perder algo tão importante? Lembro-me bem que como ela era, tinha um sentimento de amor imenso. Era meiga, inocente e de poucas palavras, palavras que eram poucas, mas profundas. Tinha um jeito simples de ser, quem a olhasse por fora falaria que ela era simples só pela sua existência, mas seu conteúdo tinha um jeito ímpar de ser.

Sempre apreciei essas singularidades, são muito parecidas por fora, mas quando as conheço por dentro são tão diferentes, cheias de desejos e sentimentos verdadeiros, sem dúvida todas tem um coração sincero, talvez seja curioso demais por saber tanto dessas coisas, mas conhecê-las sempre me fez bem e tenho certeza que é recíproco. Bem é meu trabalho cuidar delas e não posso me dar ao luxo de perder uma assim. Vou perguntar a Mãe se ela a viu, afinal ela sabe onde está tudo nessa casa.

- Mãe!

- Qual o problema Pai?

- Mãe. Acho que perdi a Carta da Marlene.

- Querido Noel pensei que sua memória não tinha limites, mas a carta está em seu bolso.

- Aaahh ...

1 comentários:

Andreia disse...

Não se preocupe ele sempre acha.

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