domingo, 20 de fevereiro de 2011

Infância

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Infância

todos vão embora
não me importo
não consigo estender minha mão para eles
quero ser eu mesmo
deixando tudo para trás

com algo ainda queimando por dentro
ainda perseguindo um arco-íris
rindo das estrelas
alcançando o pôr-do-sol
ainda um tolo

não procuro abrigo contra a chuva
as gotas me golpeiam
lavam o veneno,
me sinto vivo.

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sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Penas Eternas - Parte I

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Capitulo I: A quele que não sentia nada
Não sinto nada.

O mar banha minhas pernas, o sol esquenta o meu rosto e o vento balança os longos fios de meu cabelo, mesmo assim não sentia nada.


Subi a praia, caminhando por metros, kilômetros, não sei. Nada daquilo parecia realmente longe, tudo estava a poucos instantes, a poucos passos. Conforme andava, meus passos leves não deixavam nenhum traço de que estive la, corpos passavam por mim, como se eu fosse nada alem de um pensamento, era como se eu não existisse, como se eu não fosse nada.

O sol já estava acordado, e bem vigoroso. Conforme caminhava, a cidade ia ficando cada vez maior, dezenas, talvez centenas de milhares de pessoas movendo-se aleatoriamente num cenário cinza. Ovelhas sem rumo vagando num pasto de metal, procurando algum alimento para seu corpo, e alguns, para sua alma. A minha função era guia-las ao seu pastor. Guia-las ao seu descanso eterno.

Minha existência era algo ao mesmo tempo complexo e simples. Eu existia alem tempo e espaço, podendo percorrer o mundo em um instante, saber o onde deveria estar, e quando, e as vezes em vários locais ao mesmo tempo. Mesmo assim, eu apenas existia. Estava la, como sempre estivera, desde que fui criado.

Naquela manha de sábado, haviam se passado pouco mais de um instante, e eu já havia levado mais de 10 almas, não era um trabalho que me orgulhava e nem que repudiasse, que gostasse ou tão pouco sentisse desprazer ao fazê-lo, simplesmente o fazia, como era e como deveria ser, esse era o meu destino, o propósito para o qual fui criado, uma mera ferramenta da vontade divina.

...


Já era tarde, o sol começava a se por e havia ainda uma vida que deveria por ventura, ceifar naquele crepúsculo vermelho.

Seu nome era Amanda. Mais uma pessoa comum, pela qual não sentia afeição o desafeto, pois eu não sentia nada.

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terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Exílio

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“O exílio, de alguma forma, serviu-me de ajuda para despertar de mim mesmo, e descobrir uma energia que estava escondida e passar a agir com mais lucidez e mais força.” 
- Tenzin Gyatsoo 14º Dalai Lama
Em atenção as todos que acompanham e apoiam nosso blog, gostariamos de informar que a frequência de posts diminuirá. Durante o período de férias tinhamos mais tempo disponível, agora que voltamos a faculdade teremos menos tempo de ócio criativo. 
Isso não quer dizer que o blog ficará parado, continuaremos escrevendo, aproveitem para ver as postagens mais antigas, aproveitaremos também para começar a focar mais em qualidade do que em quantidade e fiquem sempre atentos ao nosso twitter.

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sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Tentação

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Tentação

Um calafrio,
coração batendo devagar,
meu sangue congelando,
mal pressentimento ...

Alguma coisa está se aproximando
espreitando das sombras
ele pode sentir meu medo
ele sabe meu nome

me oferece um contrato
diz que tudo pode ser meu
(mas tudo tem um preço)
sua voz me hipnotiza

ele diz que logo tudo ficará bem
só preciso aceitar.

Fogo em seus olhos, 
cobiça em meu coração
Sou um apostador
e no fim apenas pó.

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terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Penas Eternas - Parte 0

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Prólogo: A Queda

Pensamentos delirantes, caindo num vazio profundo. A dor é insuportável.


O que sou? O que me tornarei?

Não posso mais voltar par a luz, agora ei de me perder na escuridão? tudo que queria era um pouco de calor, calor humano, sentimentos, saber o que era ser livre. Era pedir demais?

E esse será o meu castigo? Por amar uma mortal mais do que deveria, devo sentir meu corpo rasgar-se enquanto despenco das nuvens? Minhas pobres asas se desfazendo em pó... é essa a sensação de cair?

Eu não quero sentir dor...eu não quero morrer...será que é assim sentir-se humano?

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