sexta-feira, 22 de abril de 2011

Requiem part. I

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Aqueles 13 homens discutiam intensamente, empresários, banqueiros, um cardeal e um diretor de cinema, uns não acreditavam naquela busca, outros temiam o convidado que era esperado. Um dos criados entra de forma solene e anuncia a chegada daquele convidado: Ian Ansur, que um dia foi conhecido como Aquele que pertence a Deus, irônico para um homem que pelas leis de Deus nem deveria existir ... 

Junto com aquele homem chega o silêncio naquele grande salão, no chão dois hexagramas sobrepostos, coincidindo com a linha zodiacal com o líder no centro ocupando o lugar de Sol, circundados por um ourobouros e no teto um vitral em forma de Olho de Hórus. O homem em pé no centro do hexagrama tomou a palavra e contou a Ian qual seria sua missão, uma velha abadia no interior da França, ele teria que libertar alguém de lá.  

Ele não gostava daquele tipo de cliente, aqueles velhos ricos, satanistas de fim de semana, mexiam com coisas que deveriam permanecer seladas, mesmo assim era melhor do que voltar a trabalhar para o Vaticano, não fazia isso desde o papado de Clemente XII, em verdade ele não fazia aquilo por dinheiro, já tinha ganhado mais que o suficiente, esses serviços apenas o ajudavam na sua busca de quatro séculos.    

Enquanto esperava um vôo para Paris decidiu pesquisar sobre esse demônio chamado Górki, que teria que libertar, tudo que descobriu é que ele pertencia a uma das 26 legiões de Vassago, um dos sete príncipes do inferno. 

Depois de desembarcar alugou um carro e dirigiu por algumas horas, a abadia que procurava ficava perto de Grenoble,na região dos Alpes, sabia que aquilo concerteza não seria fácil, uma abadia deve ter no mínimo 12 monges, dispostos a dar a vida para proteger o que lhes foi confiado. Sabia que não poderia contar com o elemento surpresa, uma presença amaldiçoada como a dele pode ser notada de longe por aqueles homens santos.

Ficou confuso ao chegar lá e ver abadia totalmente destruída, e em chamas, corpos de monges espalhados, um forte cheiro de enxofre, e sob alguns escombros um monge gravemente ferido rezava: Agnus Dei, qui tollis peccata mundi, miserere nobis.

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quarta-feira, 20 de abril de 2011

Amante Profana

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Amante profana

liberando o caos que há em mim
aceitando o cálice de sangue
beijo da morte,
labios envenenados
lascivia,
desejos profanos

um sombrio conto de fadas
à beira do paraíso
mas o abismo se abre diante de mim
escuridão que devora tudo

o sol encoberto, último eclipse
liberta a lúxuria sobre a Terra
inocência e pureza são sacrificados
sedução da Succubus.

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quinta-feira, 14 de abril de 2011

Pesadelo

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Pesadelo

Percorrendo um escuro e frio corredor
até as sombras me abandonaram,
meu coração soando mais alto que meus passos
medo de olhar para trás
não estou mais sozinho ...

gritos quebram o silêncio
com a força que me resta tento correr
um velho cemitério a frente
porque todas as lápides tem o meu nome?

caindo de joelhos, uma lua vermelha sobre mim
na palma da mão de um dêmonio
entorpecido pelo medo
Deus como eu queria acordar!

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quarta-feira, 13 de abril de 2011

Beije

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Beije-me uma vez, para que minha mente possa descansar.
Beije-me duas vezes, para que eu possa me acalmar.
Beije-me três vezes, para que possa me dar sorte.

Seu beijo inspira o trivial,
Ele mata tudo o que existe de negativo.
Ele ilumina meu dia quando estou para baixo,
Ele desafia tudo o que existe na minha mente.
Não consigo encontrar melhor hora do dia, do que quando estou em seus braços.
Aquele instante delicado quando você me puxa pra perto, e dá-me o mais doce beijo.
Mais doce do que o passado, mais doce do que todos juntos antes.
Seu beijo rejuvenesce minha mente, para escrever qualquer coisa atraente.
Por que te beijar garante tanta felicidade?
Porque não há nada mais terno, que seus lábios macios com cor de pétalas de rosa?
Eu acho que não importa, no final, para sempre vou ter e manter os momentos,
de quando nossos lábios se encontraram apenas para que um
beijo carinhoso.

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quarta-feira, 6 de abril de 2011

Me Desculpe

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Me Desculpe

Sentimento de culpa
distorcendo a realidade 
cego pelas minhas crenças
Tentando proteger mas na verdade magoando

ver sempre o pior das pessoas
um grande egoísta
destruir o que ainda nem tinha começado
covarde até para admitir que errou

procurando impureza em anjos
achando que meu passado seria o futuro de outra de pessoa
tentado evitar velhos erros,
na verdade apenas cometendo novos.

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sexta-feira, 1 de abril de 2011

Exórdio - Indignação

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Este conto faz parte de uma série se você não viu a parte 1 clique aqui >> Exórdio <<

Efêmera, é como posso definir minha “vida”. No meu mundo, um lugar onde não há peso ou vento, criado por nós para observá-los, um mundo completo de reflexos.
Uma realidade alternativa existente no mesmo lugar, igual a este universo. Posso controlar o amor das pessoas, controlar e destruir seus corações com um mero olhar ou recriá-los com magnificência. Esse sou eu, Evol.
Nós somos as peças, as molas que movem o universo, o sopro da vida. Não podemos sair daqui por nossos próprios meios. Não podemos tocar ou falar com o exterior, estamos presos a essa realidade efêmera apenas os observando...

Um dia o sol foi coberto por um manto negro de nuvens de terror e uma imagem desceu ao cume de uma montanha, era O Mestre, mas seu semblante estava mudado. Era um semblante de indignação e decepção.

- O que veio fazer aqui velho? Perguntou Vis da Fúria e Violência com um olhar de desgosto.

O mestre simplesmente não lhe respondeu, virou o rosto em direção a um vilarejo ali perto onde ele podia observar a movimentação de alguns aldeões. E assim disse:

- Arrependo-me de tê-los criado.

Vis, que estava feliz com a atual situação dos humanos não acreditou em tais palavras.

- Está caducando seu velho? Pensei que isso era um defeito só dos humanos. Disse Vis levando as mãos à cabeça.

O mestre novamente não lhe respondeu imediatamente, ficou em silêncio observando mais uma vez a movimentação no vilarejo abaixo.

- Vou dizimar os humanos que criei na face da terra.

Ele tinha percebido o quanto a maldade do homem cresceu na terra e como a inclinação de seus pensamentos era maligna. Alguns dos irmãos como Mens da inteligência e Anob da Bondade já tinham percebido tal irregularidade, mas nada fizeram.

Evol do Amor, ainda não se acostumará com a personalidade dos terrenos e muito menos entendeu o motivo por trás do desejo do Mestre. E assim o Mestre continuou:

- A falha não foi de vocês, foram essas bestas terrenas, mas não temam tudo ira terminar nesses dias que irão se seguir.

Sper, uma das irmãs, idolatrava os terrenos quase como seres divinos. E essa ação do mestre não a deixou muito confortável. Ela sentia que devia fazer algo, mas o que? O tempo era curto demais...

E assim O Mestre com seu semblante de indignação. Trouxe ao seu encontro um cajado velho de madeira e agarrando-o com a mão esquerda bateu quarenta vezes ao chão marcando os dias de agonia e desespero dos terrenos que ele chamava agora de bestas. 

E assim a escuridão sobreveio à terra das bestas. O sol foi coberto por um manto negro de nuvens de terror.
As vozes de muitos passaram a ser ouvidas e um forte terremoto transformou tudo em poeira. 

O mar foi preenchido com o sangue dos mortos. Rios e fontes foram banhados de sangue.

A nuvem se dissipou e o sol escaldante queimou as pessoas, as incendiando.

Pessoas, cheias de agonia, mordiam suas línguas e amaldiçoavam ao seu Deus.

Quando a água finalmente acabou, espíritos malignos apareceram das bocas de criaturas e dos falsos profetas.

O Mestre tinha se arrependido de ter criado o homem na terra e seu coração se encheu de mais dor.

Tudo na terra pereceu. Homens, animais e criaturas que se moviam na terra e os pássaros do céu todos tiveram suas vidas arrancadas.

Pássaros, animais domésticos, animais selvagens, todas as criaturas que estavam sobre a terra, além de toda a humanidade, todas as criaturas nesta terra já seca que ainda tinham um suspiro de vida em seus pulmões, morreram. E assim O Mestre disse mais uma vez:

- Arrependo-me de tê-los criado.

E então ele dizimou tudo que tinha vida, todos foram removidos da face da terra.

Entretanto, Sper com um movimento de sorte e usando de seus truques, conseguiu fazer com que um dos homens e sua família sobrevivessem juntando consigo o essencial para conseguirem viver, tudo isso sem que o Mestre percebesse. O nome do homem era Noé.

Mens da inteligência percebendo o acontecido virou-se para ela e disse:

- Sabes que só vai trazer mais ódio e fúria a esse homem e suas futuras gerações não é?

Sper não assustada por ele ter percebido seu truque disse olhando para Noé e sua família que agora eram sua única apreciação dos divinos terrenos:

- Claro meu caro irmão, afinal eu sou Sper da Esperança.

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