quarta-feira, 20 de abril de 2011

Amante Profana

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Amante profana

liberando o caos que há em mim
aceitando o cálice de sangue
beijo da morte,
labios envenenados
lascivia,
desejos profanos

um sombrio conto de fadas
à beira do paraíso
mas o abismo se abre diante de mim
escuridão que devora tudo

o sol encoberto, último eclipse
liberta a lúxuria sobre a Terra
inocência e pureza são sacrificados
sedução da Succubus.

2 comentários:

Sofia Geboorte disse...

Que palavras são essasque escorrem feito sangue lascivo pela pele ardente?
Ótimo poema!

L. Icchelus disse...

Para quem ousa viver em sangue e lágrimas a obscuridade é sua amante. Succubii entendem de prazer mas não de sedução, refletem apenas o que temos enquanto a verdadeira escuridão absorve e nada repele - Ai está a intrinseca beleza de ser um Rastejante Noturno.

Carpe Noctem, mon ami.

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