terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Longa noite

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Longa noite

sem piedade, direto na veia
escolhendo a próxima vítima
mudando de alvo
a dor está chegando

gelo no copo que nunca fica vazio,
sede de sangue
outro anjo cai
tristeza descartável

garrafa vazia, nada mais em volta
guiado por meus pecados
olho pela janela: jardim zoológico humano
apagando a luz.

1 comentários:

Andreia disse...

Uma grande verdade,a impiedade da sede seja qual for o liquido nos torna seres sem alma.

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