Parte I - Decadência
Um grito de raiva ecoava pelo quarto vazio, ele havia voltado de outra reunião de negócios mal sucedida. Havia tentado vender alguns de seus quadros a alguns colecionadores, a quantia que eles ofereceram era ridícula, para ele aquilo era pena ou uma forma de zombar do grande sobrenome Halls.
Enquanto se despia foi até a cozinha e pegou uma garrafa de uísque, era a última, esse era um luxo que era incapaz de abandonar, se alimentava mal, geralmente sopa e pão velho, mas se recusava a beber qualquer coisa que custasse menos de £ 300. Talvez no fundo isso fosse pela lembrança do que os uísques vagabundos fizeram com seu pai, depois que as tremedeiras começaram, ele nunca mais foi o mesmo, nunca mais conseguiu pintar, na verdade nunca mais conseguiu fazer nada, nem se matar.
Era difícil aceitar o próprio fracasso, a família Halls que no passado era conhecida muito além das fronteiras do Reino Unido, hoje era nada. O último verdadeiro artista da família havia sido o seu bisavô, seu avô e seu pai só conseguiram dilapidar o patrimônio da família, eram artistas medíocres. Apesar de nunca ter sofrido pressão no fundo ele sabia que devia seguir a tradição da família.
Mark era talentoso, como centenas de outros, lhe faltava aquilo que diferencia os grandes artistas, ele achava que faltava vida as suas pinturas. Ele sabia que os poucos quadros que vendia eram comprados mais pelo sobrenome do que pelo talento dele.
No dia seguinte ele acorda com o telefone tocando, parece ter tocado durante toda a madrugada, o chão frio do banheiro faz ele se levantar rapidamente, a cabeça dói, ele se sente meio desorientado, como a garrafa de uísque está vazia isso é normal. Se arrastando lentamente chega até a pia, não gosta do que vê no espelho, fica por alguns minutos encarando aquela figura deprimente, sua raiva explode num soco, os estilhaços perfuram seu braço, o tempo congela, o sangue flui abundantemente, o sangue misturado ao vidro cria mosaicos, ele se sente vivo, estava em transe, se não tivesse sido interrompido teria sangrado até morrer. Mas a campainha toca incessantemente.
4 comentários:
Muito bom este conto! Aguardo continuação!
obrigado pelo comentário e pelo incentivo, tentarei não atrasar muito a parte 2.
Os problemas "técnicos" com o blog são todos culpa do Deneb. XD
Obriado pela dica/conselho, realmente sempre dá pra melhorar em algum aspecto e as partes sádicas virão nas próximas partes ...
Na verdade, deve ser culpa minha meus comentários sempre sumirem (uma vez que é a segunda vez que eu respondo isso aqui!)
Mas como a culpa é minha e eu coloco em quem eu quiser... MALDITO BLOGGER
e sim! sadismo! sadismo!! =D
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